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Fonte:
Vermelho.org.br
Os
escritores Gabriel García Márquez e Mario Benedetti, junto
com outros 165 intelectuais, incluindo Oscar Niemeyer,
saíram em defesa do governo do presidente cubano Fidel
Castro, com uma declaração publicada na quinta-feira,
em que denunciam a "perseguição" dos Estados
Unidos à ilha caribenha.
Em
um documento intitulado "À consciência do mundo",
escritores, artistas e intelectuais da América Latina,
Europa e Estados Unidos mostraram seu apoio ao governo
cubano, que vem sendo alvo de condenação internacional
pelas recentes penas de prisão impostas a dissidentes
e pela execução dos três sequestradores de um barco.
Ao
contrário de outros escritores e intelectuais que retiraram
seu respaldo à revolução castrista, "Gabo",
Benedetti, o escritor chileno Ariel Dorfman, o arquiteto
brasileiro Oscar Niemeyer e o dançarino espanhol Antonio
Gades decidiram manifestar-se a favor do governo da ilha.
"Só
possuímos nossa autoridade moral e é com ela que conclamamos
à consciência do mundo para que evite um novo atropelo
dos princípios que nos regem. Hoje existe uma dura campanha
contra uma nação da América Latina", dizia o texto,
lido em ato pelo 1º de Maio em Havana.
Outros
assinantes da carta aberta são dois prêmios Nobel de Literatura,
a guatemalteca Rigoberta Menchú e o argentino Adolfo Pérez
Esquivel; o escritor chileno Luis Sepúlveda; o escritor
uruguaio Eduardo Galeano; e os atores norte-americanos
Harry Bellafonte e Danny Glover.
Na
quarta-feira, vários artistas e intelectuais manifestaram
seu repúdio às "medidas repressivas" em Cuba
em uma carta aberta, que incluiu assinaturas de Pedro
Almodóvar, Caetano Veloso, Joan Manuel Serrat, Ana Belén,
Joaquín Sabina e Víctor Manuel.
Saramago
O escritor português José Saramago, prêmio Nobel de Literatura
de 1998, disse nesta sexta-feira no Uruguai que,
apesar das declarações, não virou as costas para o povo
de Cuba.
"Minha solidariedade com o povo cubano se mantém
intacta e não penso em entrar para o grupo dos inimigos
de Cuba", disse.
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